Primeiro, sofre-se um choque, uma espécie de pancada seca na cabeça que nos deixa atordoados sem muita capacidade para pensar. Nos dias seguintes, a realidade reabre-se bem à nossa frente com toda a força. E agora? Um pensamento constante nos assola..."calma, vai correr tudo bem, este é mais um desafio que tem de ser enfrentado com garra, força, alegria e sobretudo sem perder a esperança!". E torna-se assim o nosso mantra diário, a voz que procuramos não deixar de ouvir. Para que tal aconteça,neste momento uma das melhores medidas que se pode tomar é não ver muitas notícias. Acreditem, pode parecer disparatado, mas o optimismo e a esperança que se procura manter quando os caminhos são incertos, não podem ser constantemente minados pelas notícias que se ouvem todos os dias. Há uma necessidade, e vontade constantes de procurar outras notícias, de procurar as mais variadas tarefas, e sobretudo falar com todos aqueles que são importantes no nosso mundo.
Os dias mais difíceis são aqueles em a que voz, a tal. crente na luz ao fundo do túnel, fala mais baixinho e mal se consegue fazer ouvir. Contudo, parece-me que também ela voz precisa de descansar para recuperar energias e voltar revigorada.
E quando volta a fazer-se ouvir, ganha-se de novo um sentido.
É como se voássemos num tapete mágico, que nos permite descobrir que somos aquela pessoa de sempre, mas uma "nova" pessoa aproveita para surgir, descobrimos também novos mundos, novas ideias, recuperamos as que estavam esquecidas....mas temos uma inquietação, a de que o tapete nos fuja dos pés a qualquer momento, e nos faça cair estatelados no chão.
Na verdade, soluções existem, muitas talvez. E em todas elas se pensa, e no fundo sabemos que se tiver que ser aquela ou a outra, vai ser. Será que as várias tentativas sem sucesso, significam que o caminho terá que ser outro...
De facto, o exercício de Acreditar é o mais difícil de todos.
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